Considerações Importantes
Chegar até aqui é fácil; há portas de entrada e de saída em todos os lugares. Saber o que catar é outra história. Outsiders são bem-vindos, pois se sentirão em casa - quanto aos outros... Talvez possam achar o que lhes preste.
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pérola da vez
"a única verdade é o amor para além da razão" - Musset
12 novembro, 2012
10 novembro, 2012
Quando pesa a noite,
sozinha no quarto,
fico presa ao fato!
Borboleta, querida, me dê sua leveza,
para entender sem destreza,
o destino fadado,
que me foi confinado,
sem muita clareza.
Borboleta, querida, me dê sua leveza,
para voar com destreza,
por toda a natureza,
até alcançar a liberdade que minh'alma almeja.
sozinha no quarto,
fico presa ao fato!
Borboleta, querida, me dê sua leveza,
para entender sem destreza,
o destino fadado,
que me foi confinado,
sem muita clareza.
Borboleta, querida, me dê sua leveza,
para voar com destreza,
por toda a natureza,
até alcançar a liberdade que minh'alma almeja.
16 novembro, 2011
Metamorfose
Presa no casulo que está na linda árvore no meio da praça, com sua cor de outono, quase sem folhas, e sem as flores da primavera, necessito encontrar a liberdade. Oh, meu Deus! Estou presa no casulo, e aqui estã escuro e úmido, não posso me aquecer e não consigo enxergar a luz. Minha mente se torna confusa, por nesse momento, eu ter desencontrado meu eu, e sinto-me nada, vã e vazia, como um pote de ar... ou melhor, uma embalagem a vácuo! Eu não sei o que sou, como sou, o que serei. Sei apenas sofrer, sentir e questionar o que é viver. Terei eu belas asas coloridas e poderei eu mesma voar? Encontrarei meu eu, em seu mais pleno ser, como são as árvores, o sol, as plantas e as flores? viverem eu em paz, paz que almejo, busco e não consigo encontrar?
O que passo é por uma metamorfose, e como toda metamorfose, é acompanhada de dor e alegria. Olhe para uma borboleta saindo do casulo e entenderá.
02 novembro, 2011
Em um labirinto
Sinto que quem sou e quem fui são sonhos diferentes, parte de um passado que me aflige a mente. Passam-se os dias, e sinto-me perdendo aos poucos, me desfazendo, e ficando vazia. Cadê meu conteúdo? Sou só um objeto de arte inanimada, no canto da sala de estar, onde ninguém mais frequenta - um vaso de procelana chinesa, só enfeitando, sem pensar... As palavras que antes habitavam minh'alma, já eu, não posso mais encontrá-las. Se antes me encontrava desesperada precisando escrever por não suportar o que sintia, agora encontro-me confusa em relação aos princípios que finjo eu não ter, e que ao mesmo tempo, encontro dentro de mim e vou me tornando pobre de espírito por isso. Já eu, não sei mais refletir, e pareço estar em constante ócio que me impede e me tranca dentro apenas de ciências e ciências. Estou procurando a arte pela arte, e não sei se posso mais encontrá-la.
20 setembro, 2011
Nossa, mas olha que lindo, leve e brilhante,
no alto da árvore, o passarinho cantante!
Aurora dos deuses, o céu escure,
o frio acontece,
e devo dizer - é hora da prece.
Deus que ajude a me proteger,
estou mesmo é cansada,
cansei de viver.
Penso no ninho que acima eu vejo,
e assim eu desejo,
ali quero morrer.
18 setembro, 2011
Aula de psiquiatria (1)
Minhas ideias são voláteis como o éter, penso, mudo, julgo. Encho meus pensamentos com valores morais e éticos que nem eu mesma suporto, em seguida, evaporam e se perdem em nada. Sobra apenas meu ser, que nada é, e em contradição, sigo vivendo o que considero viver. Ser apenas por ser, e ao mesmo tempo esta realidade de ser se questiona dentro de mim e se perde em um labiritinto de pré-conceitos que se confundem, fico tonta e embrulha o estômago. Náusea. Afinal, em quê acredito? Ideias sobrevalorizadas...
11 setembro, 2011
Hoje é mais um dia como todos aqueles outros, e me agrada. A janela aberta entrando a claridade do céu nublado, acinzentado, um pouco frio, de acordo com a vida. Parece ser a única coisa em acordo no universo, todo o resto me faz questionar o real sentido de viver. Na realidade eu não tenho a necessidade de achar um sentido para viver, mas me sinto com a burguesa com seu pinheirinho bem cuidado no livre de Hesse, que finge transformar em cosmo todo o caos que existe de fato tirando o ser de tudo e atribuindo insignificâncias.
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