Considerações Importantes
Chegar até aqui é fácil; há portas de entrada e de saída em todos os lugares. Saber o que catar é outra história. Outsiders são bem-vindos, pois se sentirão em casa - quanto aos outros... Talvez possam achar o que lhes preste.
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pérola da vez
"a única verdade é o amor para além da razão" - Musset
04 março, 2011
Nada como filólogos para entenderem a etiologia das palavras e poderem contextualizar com a sociedade e a evolução dos valores, mas nem sempre somos capazes de acompanhar tal mudança no contexto sociocultural. Há de se notar uma tendência natural das coisas e da sociedade de se inverterem os valores conforme muda-se a cultura, sempre querendo deixar todos iguais. A sociedade que antes era opressiva e agora torna-se disciplinar tende a amansar e tornar todos em fieis filhos, que não abandonam o guarda-sol que os protegede do caos, que na realidade é a vida. Viver com o caos é necessariamente mais difícil, e para quê enfrentar isso se podemos nos conformar com o cosmo (interrogação) E pela proteção, tudo que se paga é só um pouquinho de vida... mas nem se nota mesmo.... constante fagocitose, que engole e deglute o que é próprio, para que ele não se torne não-próprio. constante controle.
12 dezembro, 2010
É incrível a capacidade que temos de não notarmos as coisas mais comuns, até que um dia alguém nos aponte para elas e depois passamos então a observar. Já devo ter passado pelo mesmo local pelo menos umas três vezes, mas o letreiro nunca havia me chamado atenção. Talvez fossem as cores, esse azul marinho com branco e preto se misturam com a paisagem da cidade tumultuada de carros, pessoas e afazeres, até que um dia discuti com alguem sobre o assunto do cartaz, e hoje passando por lá notei e remeti a ideia da conversa passada. Mais impressionante ainda é perceber como passamos a observar tanto que as vezes confundimos todos os objetos num só... e isto se faz insconscientemente... se não fossem os olhos atentos ao mesmo objeto eles passariam despercebidos, como só mais uma poeira no sapato. Se é só mais uma poeira no sapato eu não sei, e não sei como é ser só mais uma poeira. Tenho medo é de endoidar enxergando o mundo todo de um jeito só! Não, eu não tenho medo de endoidar, tenho medo é de tirar a beleza do mundo, que é feita de caos.
10 julho, 2010
Sensualidade do corpo

A sensualidade não estava nas palavras, mas sim no corpo, que desconhecia a sensualidade e também as palavras. O corpo era divino e não pensava, estava longe da moral ou da razão, era a carne “nua e crua” que neste momento sabia bem o significado de ser. Ninguém era mais do que ele, e quanto mais era, mais queria ser, por não saber quem era. Inocência... Seu movimento era a pintura renascentista de Michelangelo na capela cistina, com todas as suas cores que se misturavam em uma ilusão de ótica que levam a crer em Deus! Era o homem de Da Vinci. O corpo se expressava além da sua consciência e dançava com os anjos do paraíso a música dos rios.
O rio foi se distanciando e seu som abafando... o corpo foi voltando a si e não conseguiu mais ser, nem ver os anjos e nem crer em Deus...
O rio foi se distanciando e seu som abafando... o corpo foi voltando a si e não conseguiu mais ser, nem ver os anjos e nem crer em Deus...
05 junho, 2010
Micro Conto #7: Amores Proibidos
Zeus, quando desejou o corpo imundo de Leda, a possuiu não com sua forma divina, mas como um cisne
19 março, 2010
CARPE DIEM, porque nasce o sol e não dura mais que um dia!
A frase árcade não só habitou a mente, mas o mais importante, habitou também o corpo, e o corpo se fez presente na alma, nao mais a alma no corpo. Esta inversão aconteceu e nem eu pude perceber, apenas sentí-la, ainda bem, assim só sobra espaço para viver!morrer e nascer... todos os dias!
A frase árcade não só habitou a mente, mas o mais importante, habitou também o corpo, e o corpo se fez presente na alma, nao mais a alma no corpo. Esta inversão aconteceu e nem eu pude perceber, apenas sentí-la, ainda bem, assim só sobra espaço para viver!morrer e nascer... todos os dias!
10 janeiro, 2010
Uma Questão Ontológica

Ser, somente ser. Para isto a cabeça pensa e gira, e roda e fica tonta! Ser o quê? Para quê? Tanta preocupação em ser algo que o eu se esvanece e paira no ar. Sentimento vão, vazio, que confunde, perturba, que incomoda e se perde em nada. A obsessão em ser tira a vida, a vida que já não é própria, que se enche de fantasias em meio a loucura, que grita para sair da alma, e que quanto mais grita, mais se aprisiona, as correntes apertam e sufocam... dói, bem dentro do peito! A falta de ar sufoca e os pulmões se comprimem como um balão que estoura, uma sensação que parece diminuir o eu que já não é, como se dissolvesse. O corpo está mole...
imagem: Francis Bacon
22 novembro, 2009
Como é Difícil
Ser quem és, estar sempre buscando a virtude, estar em lugar de mérito, estar em lugar louvável, estar em lugar elogiável, estar em lugar que é certo, em lugar certo, em lugar certo, em lugar certo, em lugar, em lugar, em lugar, em lugar, lugar, lugar, lugar, lugar, AR!!! Como cansa, não é fácil, quem dirá o contrário. Não, ninguém o dirá... Ninguém nos dirá o que fazer. Somos só nós agora, meu bem, só nós, mais ninguém. Construir quem somos é uma tarefa diária, uma tarefa exaustiva, meu Deus!!! Uma música dizia: "They need for you to be everything that they cannot be themselves", mas isso é uma música barata, não me desgasto a traduzir, mas a mensagem é boa... não tão boa, vai... Mas não importa. O que importa é que não adianta ter sido o primeiro, não adianta ter sido o melhor nem o mais rápido; Tens que sê-lo o tempo todo, sim o tempo todo!!! Pois és outro a cada momento e não podes mudar para pior, não, isso seria terrível para os outros! Ah, os outros.. sempre tão pequenos, sempre tão mesquinhos: nada diferente de nós... Chega, está bom por aqui! Boa sorte
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